Os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) são produtos de investimentos que se voltam à construção e arrendamento de unidades imobiliárias, a fim de lucrar com o lucro das vendas e alugueis de tais construções. As cotas desses fundos são negociadas em bolsas de valores, sendo, portanto, um produto de Renda Variável.

Sendo assim, o gestor investe o capital acumulado de pessoas físicas e jurídicas em Fundos Imobiliários com o objetivo de gerar renda passiva a eles, que se tornam cotistas do fundo depois que o montante é aplicado. Tal renda se apresenta por meio da distribuição mensal de dividendos, o que é compulsório nessa modalidade.

Além dessa distribuição de lucros, a cota de um Fundo Imobiliário pode gerar valor aos cotistas com a sua valorização no mercado, a qual depende da estratégia do gestor e perspectivas do mercado. Por isso, tal ativo financeiro apresenta um prospecto, uma espécie de estatuto, que deixa claro o seu modelo de investimento e objetivos a curto, médio e longo prazo.

Nesse sentido, os Fundos Imobiliários podem ter diferentes classificações:

  • Fundos de Tijolo (ou de Renda) – Esses fundos investem em ativos reais, isto é, em imóveis que existem de fato, como escritórios, hospitais, estabelecimentos acadêmicos, shopping centers, galpões logísticos, agências de banco e muitos outros. Tais estabelecimentos podem estar acumulados em uma única região ou espalhados em vários lugares;
  • Fundos de Papel (ou de Recebíveis) – Esse ativo está ligado à compra de títulos, públicos ou privados, relacionados ao setor imobiliário, como LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LH (Letras Hipotecárias), além de cotas de outros FII e outros ativos do mercado de capitais;
  • Fundos Híbridos – Como o nome já sugere, a aplicação acontece tanto em Fundos de Tijolo, quanto em Fundos de Papel, ao mesmo tempo.

Os Fundos de Investimento Imobiliário são produtos populares e que trazem diversificação à carteira, bem como exposição ao setor imobiliário, altamente lucrativo. Outro benefício de FII é o baixo valor de entrada, uma vez que há cotas desses ativos que são negociadas abaixo dos R$ 100. Por fim, a maioria desses produtos são extremamente líquidos, o que facilita a sua venda quando o investidor precisar.

Por outro lado, quem investe em FII precisa estar atento aos custos operacionais de negociação e taxas do mercado, como a de administração (obrigatória na maioria dos fundos) e performance (em alguns casos), além das taxas de custódia e de corretagem e emolumentos (despesas da corretora e da própria bolsa de valores).

Ainda, há o Imposto de Renda sobre o lucro quando as cotas de um FII são vendidas, com a alíquota de 20%. Já os rendimentos são isentos de cobrança, desde que o cotista tenha menos de 10% das cotas disponíveis do FII e que o fundo tenha, pelo menos, 50 cotistas.

Para concluir, os FII são ativos financeiros atrativos para diversos perfis de investidores, os quais podem obter retornos mensais com o pagamento de proventos. Apesar dos riscos envolvidos no investimento (sobretudo risco de mercado, inadimplência, vacância dos imóveis, deterioração dos ambientes, problemas regionais e setoriais), os FII oferecem diversificação e renda passiva, duas características importantes no momento de tomada de decisão.

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