O que é Risco Setorial?

O investidor está exposto a diferentes riscos quando ele resolve investir em uma empresa. Um destes riscos que tem um grande potencial de causar estragos, é o Risco Setorial.

Geralmente, um investidor consciente investe em empresas que ele conhece e cujas operações ele entende. O problema é quando ele só investe nessas empresas.

O risco setorial acomete os setores da economia, portanto, segmentos específicos de empresas. No entanto, muitos investidores ignoram o perigo desse risco.

O que é risco setorial?

O risco setorial é o risco que um determinado setor da economia corre de acumular prejuízos e desvalorização por conta de algum fator externo imprevisto.

Em outras palavras, independentemente de uma empresa estar sendo bem gerida ou não, ela sempre corre um risco inerente do seu setor de atuação.

Cada setor da economia corre os seus próprios riscos e está sujeito a diferentes dificuldades. Não há nenhum setor imune ao risco setorial.

Em contrapartida, isso não significa que não existam setores da economia que são mais estáveis do que outros, mas o investidor deve analisar muito bem as empresas.

Causa do risco setorial

Vamos pegar o setor de tecnologia de exemplo. Digamos que o governo imponha novas regras ao setor que acabam por tornar os seus processos mais lentos e burocráticos.

O resultado disso é um atraso e um encarecimento das operações, que por sua vez se refletirá em serviços mais caros, menos concorrência e menos crescimento.

Portanto, as regulações que o governo criou afetam apenas a esse setor, por mais que outros setores possam ser indiretamente afetados.

No entanto, um risco setorial difere de um risco sistêmico, que afeta de fato a todas as empresas sem exceção.

Como se precaver ao risco setorial

Para se precaver contra o risco setorial o investidor precisa investir em duas coisas:

  • Diversificação de ativos;
  • Análise fundamentalista das empresas.

Diversificação de ativos

Diversificar os ativos significa investir em empresas de diferentes setores da economia e que são influenciadas por fatores independentes umas das outras.

Um exemplo de diversificação de ativos seria ao compor uma carteira com empresas dos seguintes segmentos:

  • Do setor de aviação;
  • De e-commerce;
  • Indústrias;
  • Serviços bancários.

Na prática, isso significa que se um segmento da economia vai mal, outro pode compensar a carteira do investidor.

As chances de vários segmentos diferentes de empresas sofrerem com prejuízos simultaneamente é muito pequena, mas não impossível. 

Em todo o caso, o investidor deve ficar atento, pois existem setores da economia que são interligados, então o desempenho de um pode afetar o outro.

Análise fundamentalista

A análise fundamentalista serve para avaliar se uma empresa vale ou não o investimento do investidor. Muitos dados são analisados para chegar a uma conclusão.

Como a proteção de uma carteira acontece por meio da diversificação, o investidor pode usar essa ferramenta para escolher melhor as outras empresas as quais ele irá investir.

Fazer essa análise é importante porque dificilmente o investidor é um expert em vários segmentos diferentes. Nesse caso, a única alternativa é identificar se a empresa é bem gerida e tem potencial.

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