O que é BOVB11?

Escrito por:

Marcilio Lima

O BOVB11, é fundo de índice que replica a carteira e, por consequência, replica o desempenho do principal índice de referência da bolsa de valores brasileira (B3), o Ibovespa. O fundo é uma opção prática e de baixo custo, para ter uma exposição diversificada das empresas mais negociadas da bolsa brasileira.

O Índice Bovespa, conhecido no mercado como Ibovespa ou IBOV é principal índice de referência do desempenho de nossa bolsa de valores, a B3. Dessa forma, o IBOB consolida, em sua composição, as maiores e mais consolidadas empresas presentes no ambiente de negociação da B3.

Existem pouco mais de 400 empresas, no total, listadas na B3. No Ibovespa, como as principais, são contempladas pouco mais de 90 ações, distribuídas em mais de 10 setores da economia brasileira. Essas empresas são as mais relevantes em nossa bolsa de valores, em termos de negociação, correspondendo por mais de 80% do volume financeiro negociado através da B3.

O BOVB11 replica a composição do Ibovespa como o seu portfólio. Assim sendo, a carteira do BOVB11 é diversificada entre as mais de 90 empresas e 10 setores presentes no Ibovespa.

O fundo surge como uma alternativa prática e pouco custosa para obter uma grande diversificação na carteira do investidor. Afinal, ao adquirir 1 cota de BOVB11, o investidor estará diversificado em mais de 90 ativos por meio de um investimento inferior a R$110 feito através do ambiente de negociações da B3.

Para fornecer tal diversificação alinhada a um baixo custo administrativo ao investidor, o BOVB11, adota uma estratégia denominada de gestão passiva. Essa estratégia se resume a somente replicar a carteira de um índice em prol de espelhar seu desempenho, dispensando estratégias mais avançadas para superar o índice de referência.

Em termos operacionais, o BOVB11 é gerido pela Bradesco Asset e é constituído em forma de condomínio fechado. Isso significa que suas cotas devem ser compradas e vendidas, exclusivamente, por meio do ambiente de negociação da B3.

Seu principal concorrente é também é gerido por um grande banco privado brasileiro:. O BOVV11, sobre a gestão do Itaú, um dos ETFs mais próximos do BOVB11 em termos da instituição financeira responsável por sua gestão.

A estratégia do BOVB11

Conforme mencionado anteriormente, o BOVB11 atua em prol do objetivo de replicar a variação do principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa. Para isso, em linhas gerais, o fundo adota, como sua principal estratégia, a replicação da carteira teórica do Ibovespa, com o uso de grande parte de seus recursos. Assim sendo, o fundo investe seu patrimônio sobre gestão nos mesmos ativos que compõem o Ibovespa, em uma proporção similar para espelhar as variações do índice.

Para cumprir com seu objetivo, o BOVB11 adota uma estratégia denominada de gestão passiva. Em linhas gerais, esse tipo de estratégia se resume, basicamente, a replicar a carteira de um índice de referência, para que, como consequência, seu desempenho seja espelhado ao do índice. Além disso, estratégias mais avançadas, em prol de tentar superar o índice em questão, são dispensadas, com o objetivo de baratear a gestão do fundo.

Ao dispensar estratégias mais avançadas, para superar o Ibovespa, sua gestão se torna mais barata ao investidor. Dessa forma, a gestão do BOVB11 se resume a utilizar, no mínimo, 95% de seu patrimônio líquido para investir nos mesmos ativos presentes no Ibovespa, em uma proporção similar à qual o ativo é presente no índice em si. Os 5% restantes do patrimônio podem ser alocados em caixa ou em instrumentos financeiros que contribuam para o objetivo do fundo.

Com base nos menores custos relacionados à gestão do fundo, o investidor é beneficiado por meio de menores taxas de administração, principalmente em comparação com os demais tipos de fundos existentes no mercado.

Em complemento, a adoção da gestão passiva, além de pouco custosa, entrega grande diversificação à carteira do investidor de forma amplamente prática. Afinal, ao adquirir uma única cota do BOVB11, o investidor terá exposição a mais de 90 ações e a mais de 10 setores da economia brasileira.

Em termos de diversificação setorial, como os principais setores presentes no Ibovespa e, como consequência, no BOVB11, é possível mencionar os setores a seguir:

  • Commodities: metalurgia, siderurgia, mineração, petróleo, entre outros;
  • Financeiro: majoritariamente grandes bancos e nossa bolsa de valores, a B3;
  • Alimentos diversos: carnes, cervejas, entre outros;
  • Saúde;
  • Varejo;
  • Varejo farmacêutico;
  • Aluguel de veículos;
  • Energia: geração, distribuição e transmissão;
  • Telecomunicações;
  • Fintechs;
  • Seguros;
  • Empresas aéreas;
  • Educação;
  • Entre outros;

Assim sendo, é notável que o Ibovespa e, por consequência, o BOVB11, possuem uma carteira significativamente diversificada, tanto em número de empresas quanto em termos dos setores presentes em seus portifólios.

Apesar disso, é crucial mencionar que o IBOV e o BOV11 possuem uma concentração relevante no setor financeiro e, especialmente, no setor de commodities. A partir disso, o fundo possui uma dependência relevante de sua performance sobre ambos os setores mencionados.

Em linhas gerais, movimentações em ambos os setores ou, inclusive, até mesmo em algumas ações. Individualmente, são capazes de impactar a performance geral do Ibovespa e, como consequência, do BOVB11 no ambiente de negociações da B3.

Quais ativos compõem a carteira do BOVB11?

A carteira do BOVB11 é composta pelas mesmas ações presentes no Ibovespa. Além disso, a proporção na qual tais ações estão presentes no fundo é similar à proporção em que estão presentes no IBOV, para replicar seu desempenho fielmente.

Ao analisar a composição do Ibovespa, é interessante mencionar que sua carteira teórica é revisada e atualizada com uma frequência trimestral. Nos momentos de revisão, podem ocorrer tanto a entrada quanto a saída de determinadas ações do índice, com base nos critérios de composição estabelecidos pela B3.

Dessa forma, nos momentos de atualização da carteira do Ibovespa, a carteira do BOVB11 é, igualmente, impactada. Visto que a composição tanto do índice quanto do fundo é alterada ao longo do tempo, é interessante buscar sempre por sua composição mais atualizada. A composição mais recente do Ibovespa está disponível para consulta no site da B3.

Além disso, a composição do Ibovespa e o BOVB11 carrega consigo certos fatores que necessitam de atenção. Afinal, apesar de diversificada em mais de 90 empresas e mais de 10 setores, a carteira do BOVB11 é altamente concentrada no setor financeiro e, principalmente, no setor de commodities.

Em geral, isso faz com que o desempenho do Ibovespa e, consequentemente, do fundo sejam facilmente afetados por movimentações nesses setores ou, em alguns casos, até mesmo determinadas ações podem, individualmente, puxar a performance de todo o fundo para cima ou para baixo. Portanto, esse é um fator de risco importante, que será detalhado mais adiante.

Vantagens do BOVB11

Inicialmente, o BOVB11 carrega consigo uma das principais vantagens relacionadas à estratégia de gestão passiva, essa vantagem se resume à grande diversificação entregue ao investidor, de forma prática e acessível.

Em um primeiro momento, a diversificação do Ibovespa, espelhada no BOVB11, reduz o risco presente no fundo. Afinal, ao ser diversificada em mais de 90 ações e 10 setores, a estrutura do BOVB11 possui uma menor dependência de papéis e setores, individualmente, para apresentar uma performance satisfatória no ambiente de negociação da B3.

Em linhas gerais, a diversificação tanto setorial quanto em número de empresas mitiga o risco do fundo e reduz a chance de somente um papel ou setor provocar um grande impacto negativo no valor de sua cota, especialmente em cenários de estresse de mercado.

Em complemento, o investidor de BOVB11 conta com a vantagem de grande praticidade a seu favor. Em linhas gerais, por meio da aquisição de 1 única cota do fundo, acessível atualmente por menos de R$110 no ambiente de negociação da B3, o investidor estará diversificado em múltiplos ativos e setores. Essas ações, dos diversos setores de nossa economia, são as principais ações da bolsa de valores brasileira.

Por fim, é interessante destacar demais vantagens advindas da gestão passiva, como o seu baixo custo administrativo e a terceirização da gestão da carteira.

Inicialmente, ao dispensar estratégia mais avançadas na tentativa de superar o desempenho do Ibovespa, a atividade de gestão do BOVB11 se torna significativamente mais barata. Isso se converte, como benefício ao investidor, na prática de menores taxas de administração frente a demais tipos de fundos de investimentos existentes no mercado.

Em sequência, a terceirização da gestão se relaciona com a praticidade fornecida pelo fundo. Em linhas gerais, o BOVB11 demanda menos acompanhamento e estudo em relação à compra de ativos individualmente, na qual é ideal que o investidor entende a empresa que está por trás da ação e os fatores que a influenciam. Logo, os ETFs, como o BOVB11, são instrumentos úteis para o investidor que deseja acompanhar sua carteira de forma menos frequente.

Desvantagens do BOVB11

Em um primeiro momento, no BOVB11 é presente a principal desvantagem relacionada à estratégia de gestão passiva. Em linhas gerais, ela se resume à impossibilidade de superar o desempenho do índice de referência do fundo, o Ibovespa. Afinal, o fundo atuará exclusivamente em torno do objetivo de replicar a composição do Ibovespa, em prol de espelhar as suas variações, como o desempenho do fundo.

Com base nisso, o BOVB11 carrega consigo a composição do Ibovespa como uma certa desvantagem. Dado que o fundo atua com a replicação da carteira de seu índice de referência, torna-se impossível eliminar, do portifólio do BOVB11, empresas e setores que, historicamente, possuem uma performance inferior à média das empresas do Ibovespa.

Ainda em termos da composição do Ibovespa e, consequentemente, da carteira do BOVB11, tem-se como desvantagem a elevada concentração do fundo no setor financeiro e, principalmente, no setor de commodities. Em linhas gerais, isso aumenta a dependência do fundo desses setores e, até mesmo, de determinadas empresas para apresentar uma boa performance.

Como referência, somente a Vale (VALE3) ocupa, praticamente, 15% da carteira do índice. Dessa forma, a Vale pode, por si só, impactar facilmente toda a performance do BOVB11. Demais empresas presentes no fundo também possuem uma possibilidade significativa de impactar sua performance, como o Itaú (ITUB3 e ITUB4), a Petrobras (PETR3 e PETR4), o Bradesco (BBDC3 e BBDC4), entre outras.

Em sequência, apresenta-se no BOVB11 desvantagens tributárias. Inicialmente, o BOVB11 não desfruta da isenção de IR para vendas de cotas limitadas a R$20 mil por mês. Em seguida, tem-se a desvantagem referente a uma tributação parcial dos dividendos do fundo.

Afinal, o BOVB11, assim como os demais ETFs, não repassa os dividendos, pagos pelas empresas que o compõem, ao investidor. Como consequência, tais dividendos são reinvestidos e incorporados ao valor da cota do fundo, ou seja, tendem a valorizar suas cotas a longo prazo.

Logo, ao vender suas cotas, dado que a venda de cotas de BOVB11 possuirá a cobrança de imposto de renda, o investidor terá seus dividendos parcialmente tributados, haja visto que esses são “somados” ao valor da cota ao longo do tempo.

Quais são os riscos do BOVB11?

Em linhas gerais, o BOVB11 é um fundo que atua em prol de replicar o desempenho do Ibovespa. Para isso, o fundo replica a carteira teórica do Ibovespa, ou seja, seu portifólio é composto pelas ações presentes no IBOV, em proporção similar às suas respectivas presenças no índice. A partir disso, os principais riscos relacionados ao BOVB11 são os riscos envolvidos nos investimentos em ações.

Dentre tais riscos, o principal risco aplicado ao BOVB11 é o risco de mercado. Em resumo, esse risco se refere à possibilidade de que ocorra volatilidade e variação de preços nas ações que fazem parte da carteira do fundo. Afinal, como consequência, isso tende a impactar as cotas de BOVB11 no ambiente de negociação da B3.

Em linhas gerais, o risco de mercado, no caso do Ibovespa e do BOVB11, merece uma atenção especial em virtude da composição do índice e, consequentemente, do fundo em si. Como já mencionado, o fundo é altamente concentrado no setor financeiro e no setor de commodities. Em linhas gerais, a VALE (VALE3), a Petrobras (PETR3 e PETR4), o Bradesco (BBDC3 e BBDC4) e o Itaú (ITUB3 e ITUB4) somados ocupam mais de 30% da composição do fundo.

Dessa forma, variações nessas empresas e setores tendem a impactar, facilmente, o valor de mercado do BOVB11.

Além disso, o risco de mercado é, especialmente, incidente nas empresas de commodities, afinal tais empresas são consideradas cíclicas, ou seja, possuem ciclos de alta e ciclos de baixa.

Em geral, os ciclos de alta e baixa no preço das ações de commodities são guiados pelo preço das commodities propriamente ditas no mercado internacional. Assim sendo, em momentos em que as commodities sofrem quedas de preços, o Ibovespa e, como consequência, o BOVB11 tendem a ser negativamente impactados no ambiente de negociação da B3.

O BOVB11 possui a garantia do FGC?

Não! Tanto o BOVB11 quanto todos os demais ETFs, presentes no ambiente de negociação da B3, não são contemplados pela garantia do Fundo Garantidor de Crédito, reconhecido no mercado pela sigla FGC. Em linhas gerais, a ausência de garantias do FGC ocorre tanto em termos de proteção do capital investido quanto em termos de qualquer garantia de rentabilidade mínima.

A partir disso, a rentabilidade do investidor em BOVB11 é, exclusivamente, dependente da valorização de suas cotas no ambiente de negociação da B3. Sendo essa valorização decorrente da apreciação de preços das ações que compõem o Ibovespa.

Além disso, tanto o administrador quanto o gestor do fundo não estabelecem qualquer tipo de garantia de rentabilidade. Assim como ambos os entes não são, legalmente, responsáveis por depreciações do valor de mercado do BOVB11 no ambiente de negociação da B3, causadas por razões naturais de mercado.

Taxas do BOVB11

No investimento em BOVB11, o único custo presente, por parte da estrutura do fundo, se trata de sua taxa de administração. Em linhas gerais, o BOVB11 pratica uma taxa de administração de 0,20% sobre o patrimônio líquido sobre a gestão de sua estrutura.

A partir disso, demais fundos não são presentes por parte do fundo. Logo, taxas como as seguintes não são cobradas pelo BOVB11:

  • Taxa de performance;
  • Taxa de gestão;
  • Taxa de entrada e taxa de saída;
  • Taxa de carregamento;
  • Entre outras;

Frente a seus pares, o BOVB11 possui uma taxa de administração razoável. Apesar de não ser, no atual momento, a menor do mercado, a taxa do BOVB11 é menor que a do mais conhecido ETF que replica o Ibovespa, o BOVA11, que pratica um custo administrativo de 0,30% ao ano. Assim como possuem ETFs com taxas ainda mais desfavoráveis.

Frente aos demais tipos de fundos, como os fundos de ações (FIAs), a taxa de administração do BOVB11 é, relativamente, mais favorável ao investidor. Em resumo, existem fundos de ações que praticam taxas de administração que atingem 2% ao ano, acrescidas de taxas de performance, e não chegam a atingir o desempenho do Ibovespa, entregue pelo BOVB11 com um custo irrisório ao investidor.

Como comprar cotas do BOVB11?

O processo de compra das cotas de 11 é bastante simples. Em um primeiro momento, é necessário recorrer a corretora de sua preferência, na qual se pode negociar ativos em bolsa. Em seguida, basta inserir o código de negociação 11 e preencher os dados básicos da ordem: quantidade e preço.

Uma vez inserido o código de negociação, basta inserir a quantidade desejada e o preço pelo qual se deseja comprar tal quantidade de cotas. Feito isso, basta enviar a ordem para execução e, por fim, conferir se a ordem foi completamente executada.

Adicionalmente, uma boa forma de agilizar a execução integral de uma ordem é realizá-la a mercado. Para isso, basta selecionar a opção “ordem a mercado” e o sistema digital de sua corretora irá, automaticamente, realizar a compra de cotas conforme a melhor oferta disponível no instante em que a ordem for emitida.

Qual é o público-alvo do BOVB11?

O BOVB11, sobre a gestão da Bradesco Asset, possui os investidores em geral como seu respectivo público-alvo. A partir disso, qualquer investidor com acesso ao ambiente de negociação da B3, por meio de uma corretora, pode adquirir cotas de BOVB11, sem a existência de restrições de qualquer natureza.

Com base nisso, de forma mais detalhada, tanto investidores pessoa física quanto os investidores pessoa jurídica podem investir em cotas de BOVB1, sem a existência de qualquer limitação. Em linhas gerais, não ocorrerão restrições em termos de qualificação técnica do investidor ou em termos de seu patrimônio investido no mercado financeiro.

O BOVB11 paga dividendos?

Não! Tanto o BOVB11 quanto todos os ETFs, negociados por meio da B3, não distribuem dividendos aos seus respectivos cotistas. Em linhas gerais, isso ocorre em virtude de limitações técnicas e, principalmente, regulatórias que impedem que os ETFs, como o BOVB11, distribuam dividendos.

Assim sendo, ao receber os dividendos provenientes das companhias que compõem a carteira do fundo, o BOVB11 os reinveste internamente, em sua própria estrutura. Esse reinvestimento ocorre conforma a proporção adequada para preservar o espelhamento das variações do Ibovespa.

A partir disso, visto que os dividendos não são distribuídos ao investidor, o investidor os receberá de maneira indireta, por meio da incorporação, a longo prazo, dos dividendos ao valor da cota de BOVB11. Em resumo, a cota do fundo tende a se valorizar em virtude do reinvestimento dos dividendos recebidos.

Apesar disso, é crucial mencionar que o BOVB11 não se trata de um instrumento útil para compor uma carteira que possui foco no recebimento de dividendos. Afinal, o fundo não distribui, até o presente momento, os dividendos recebidos para a conta do investidor, ele os reinvestirá em sua própria estrutura.

O BOVB11 possui imposto de renda?

Sim! Assim como todos os ETFs listados para negociação na B3, os investimentos em BOVB11 possuem a incidência de imposto de renda (IR). Em linhas gerais, a cobrança de imposto de renda em BOVB11 ocorre somente sobre o lucro obtido no ato de venda de cotas do fundo, sem a existência de qualquer tipo de antecipação de impostos até o momento. Com base nisso, caso o investidor venda suas cotas a um valor inferior ao de compra, com prejuízo, não ocorrerá a cobrança de IR.

O lucro é denominado de ganho de capital, em termos tributários e de mercado financeiro.

A partir disso, inicialmente, nas operações de Day Trade, nas quais a compra e a venda de cotas ocorrem no mesmo dia, com lucro, a alíquota de imposto de renda praticada será de 20% sobre o lucro auferido na operação. Dessa forma, se o investidor comprar R$10.000 em BOVB11 e, em sequência, as vender por R$11.000, seu lucro nesse caso foi de R$1.000. Com base nisso, o IR devido será de R$200.

Em sequência, em operações de Swing Trade, nas quais a compra e a venda de cotas ocorrem, com lucro, porém em dias diferentes, a porcentagem de imposto praticada é de 15% sobre o lucro gerado com a movimentação. Portanto, ao tomar o exemplo anterior como base e aplicar a alíquota de 15% de IR, o IR devido seria de R$150 nesse caso.

Além disso, no caso dos ETFs, incluindo o BOVB11, o recolhimento e o pagamento do imposto de renda são de responsabilidade exclusiva do investidor. Em geral, não ocorrerá a retenção do imposto de renda na fonte, como ocorre nos investimentos de renda fixa, por exemplo.

A partir disso, o investidor deverá, por conta própria ou por meio de uma consultoria contábil, calcular o lucro obtido e, em sequência, calcular o valor a ser pago em imposto de renda. Em sequência, o próprio investidor deve realizar o pagamento do IR via DARF, uma espécie de “boleto de impostos”.

A geração e pagamento do IR, via DARF, deve ocorrer até o último dia útil do mês seguinte à realização da venda de cotas com lucro.

O BOVB11 possui isenção de IR para venda até R$20 mil por mês?

Não! Tanto o BOVB11 quanto todos os demais ETFs, presentes no ambiente de negociação da B3, não são contemplados pela isenção de imposto de renda (IR) para vendas de cotas, com lucro, limitadas a uma quantia total de R$20 mil dentro de um mês.

Em linhas gerais, o benefício fiscal referente à isenção de imposto de renda para vendas com lucro, limitadas a uma quantia de R$20 mil por mês, é válido somente para o caso de vendas de ações. Com base nisso, tanto os ETFs, como o BOVB11 e seus pares, quanto os fundos imobiliários não desfrutam da isenção de IR em questão.

A partir disso, toda venda de cotas de BOVB11 possuirá a incidência de imposto de renda, conforme as condições mencionadas acima, caso a venda em questão ocorra com lucro.

Quanto rende o BOVB11?

Em linhas gerais, o BOVB11 atua em torno do objetivo de replicar a composição de carteira e, como consequência, replicar o desempenho do Índice Bovespa. Portanto, a rentabilidade do BOVB11, no ambiente de negociação da B3, é bastante similar às variações do Ibovespa. Em resumo, se o Ibovespa subir, por exemplo, 10% ao longo de um ano, o BOVB11 tende a se valorizar em, aproximadamente, 10%.

Além disso, o rendimento do BOVB11 é impactado pelos dividendos pagos pelas empresas que compõem a carteira do fundo. Em geral, isso ocorre devido ao fato de que o fundo, por razões técnicas, reinveste os dividendos recebidos em sua própria estrutura, ao invés de repassá-los ao cotista.

Com base no reinvestimento de dividendos, o valor recebido em proventos se torna incorporado ao valor da cota de BOVB11 a longo prazo, ou seja, o reinvestimento de dividendos tende a valorizar as cotas do fundo no ambiente de negociação da B3.

Como investir em todas as ações do Ibovespa?

Para investir em todas as ações que compõem o Índice Bovespa (Ibovespa), o investidor pode recorrer aos fundos de índice, conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds), dado que esses fundos atuam em replicar a carteira e, como consequência, o desempenho de um índice.

Ao utilizar ETFs que replicam o Ibovespa, o investidor estará diversificado entre as mais de 90 empresas, dispersas em mais de 10 setores, presentes na carteira teórica do Ibovespa. Além disso, por meio das estruturas de ETFs, o investidor evita ter de adquirir dezenas de ativos diretamente em sua carteira, o que a polui e dificulta seu acompanhamento e suas questões tributárias.

Dentre os ETFs que replicam o IBOV, encontra-se o BOVB11, sobre a gestão da Bradesco Asset. Ao passo em que há outros pares da concorrência, geridos por instituições financeiras de renome. Como exemplo, tem-se os seguintes ETFs na concorrência:

  • BOVA11: gestão da BlackRock;
  • BOVV11: gestão do Itaú;
  • BOVX11: gestão da XP;
  • IBOB11: gestão do BTG Pactual;
  • BBOV11: gestão do Banco do Brasil;
  • Entre outros;

Qual é o melhor ETF que replica o Ibovespa?

Para o investidor pessoa física, uma das melhores formas de escolher um ETF, dentre seus pares, que replica um determinado índice, nesse caso o Ibovespa, é analisar as taxas de administração praticadas em cada estrutura analisada. Em linhas gerais, existem mais de 5 ETFs que replicam o Ibovespa listados na B3, portanto uma concorrência significante entre as instituições financeiras. Em resumo, dado que replicam exatamente o mesmo índice, tais ETFs tendem a possuir um desempenho e uma carteira muito similares.

Com base nisso, o BOVB11 se destaca em relação ao mais conhecido ETF que replica o Ibovespa, o BOVA11, em termos de taxas de administração. Enquanto o BOVA11 pratica uma taxa de 0,30% ao ano, o BOVB11 pratica uma taxa de 0,20% ao ano. Portanto, o patamar de taxa do BOVB11 é razoável.

Entretanto, existem mais concorrentes que exercem menores taxas de administração. O BOVX11 por exemplo, gerido pela XP, pratica uma taxa de 0,10% ao ano. Enquanto o IBOB11, gerido pelo BTG Pactual, exerce uma taxa de administração de 0,03% ao ano.

Em geral, quanto menor a taxa de administração da estrutura, mais favorável a mesma tende a ser ao investidor, com menor ônus sobre sua rentabilidade.

Qual é a diferença entre o BOVB11 e o BOVA11?

Em linhas gerais, as principais diferenças entre o BOVB11 e o BOVA11 se encontram em suas taxas de administração e nas instituições financeiras que são responsáveis pela gestão da estrutura de cada fundo. Em resumo, ambos os fundos replicam o mesmo índice, o Ibovespa. Como consequência, ambos os fundos possuirão um desempenho similar.

Em um primeiro momento, entre o BOVB11 e o BOVA11, o BOVB11 se destaca em sua taxa de administração, sendo a mesma e menor entre as mesmas e mais favorável ao investidor. O BOVB11 pratica uma taxa de administração de 0,20% ao ano, contra os 0,30% praticados pelo BOVA11.

Além disso, o BOVA11 é, atualmente, o ETF mais conhecido para replicar o Ibovespa, sobre a gestão da BlackRock, uma das maiores gestoras de fundos do mundo.

Ao passo em que o BOVB11 possui sua gestão sobre a responsabilidade da Bradesco Asset.

Qual é a diferença entre o BOVB11 e o BOVV11?

O BOVV11 pode ser considerado o principal par do BOVB11. Afinal, cada uma das estruturas possui sua gestão sobre a responsabilidade dos dois maiores bancos privados do Brasil. Ademais, ambos os fundos replicam exatamente o mesmo índice, o Ibovespa. Com base nisso, ambos os fundos tendem a possuir um desempenho bastante parecido na B3.

Existe uma diferença entre as taxas de administração de cada uma das estruturas. A taxa de administração do BOVV11, gerido pelo Itaú, é metade da taxa de administração do BOVB11, sobre a gestão do Bradesco.

Enquanto o BOVB11 pratica uma taxa de administração de 0,20% ao ano, o BOVV11, por sua vez, pratica uma taxa de administração de 0,10% ao ano. Portanto, entre ambos, o BOVV11 se destaca em termos de custo, por praticar o menor custo ao investidor.

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