Como começar a investir: O guia completo para iniciantes

Escrito por:

Marjoel Moreira

Começar a investir é o sonho e objetivo de muita gente.

Mas, por insegurança e falta de informações, muitos desistem e deixam de conquistar os benefícios proporcionados pelos investimentos.

Só que esse não precisa ser o seu caso, não é mesmo? Preparamos para você um conteúdo especial para entender como começar a investir, além de conhecer as principais opções e como fazer a melhor escolha.

Vamos lá?

Como começar a investir

Os objetivos de quem quer começar a investir são muitos, desde:

  • Conquistar a casa própria;
  • Comprar um carro ou uma moto;
  • Fazer uma grande viagem;
  • Aumentar a família;
  • Abrir o próprio negócio;
  • Construir uma fonte de renda para o futuro;
  • Complementar a aposentadoria.

Já deu para perceber que os motivos que levam as pessoas a investir são vários e muito interessantes, certo?

Em outras palavras, quem começa a investir está buscando recursos para realizar um sonho ou está construindo um patrimônio para o futuro.

Mas decidido a investir, como começar de fato a investir?

A primeira coisa que deve ser feita é a organização da vida financeira atual - o que pode parecer complicado, mas, na verdade, é simples, veja:

  1. O ponto de partida dessa missão é quitar ou reorganizar dívidas que incidem juros e que comprometem o orçamento mensal;
  1. Na sequência, é importante manter as contas dentro do limite da remuneração do mês, o cuidado para não gastar mais do que recebe é muito importante para a saúde financeira;
  1. Por fim, é necessário fazer um controle das entradas e saídas financeiras, assim você vai entender para onde está indo o seu dinheiro e eliminar aqueles gastos desnecessários.

Com um balanço de entradas e saídas, você consegue identificar os valores das suas despesas e quanto poderá dispor para os investimentos.

Então, a dica é: seja a partir do uso de uma planilha, de um sistema online ou de um simples caderno de anotações, descreva sempre a renda e os custos.

Eles podem ser fixos, como aluguel ou prestação de água, luz e internet. E também variáveis,  como: cartão de crédito e gastos com lazer.

Com isso, você consegue ficar em dia com as contas e pode investir com tranquilidade e segurança.

E após se organizar financeiramente com as despesas do mês, o segundo passo é entender os investimentos estudando dicas para investir como essas que te mostraremos na sequência.

Dicas para começar a investir

Confira 5 dicas para começar a investir, entenda seu perfil de investidor e muito mais.

1. Primeira dica, Defina seu objetivo

A primeira dica é definir o motivo do seu investimento, ao materializar seu objetivo você dá um sentido aos seus esforços e consegue, com mais facilidade,  tornar o hábito de investir uma parte de sua realidade.

2. Segunda dica, Defina o prazo e o valor das aplicações 

Com o objetivo em mãos, você consegue montar um planejamento e um mapa para chegar ao resultado que deseja, ou seja, pode definir quanto precisa investir mensalmente de acordo com seu orçamento e quando gostaria de ter o valor em mãos.

3. Terceira dica, Conheça seu perfil de investidor

Com os dois itens iniciais realizados é hora de uma autoavaliação.

Qual a sua disposição a riscos? Você é mais conservador ou está disposto a arriscar um pouco mais para aumentar seus ganhos? Essa é uma das perguntas que guiam seu caminho no mundo dos investimentos.

Abaixo, saiba quais são os principais tipos de investidores e quais informações devem ser levadas em conta para definir o seu perfil.

Tipo de investidores

Existem três principais perfis de investidores:

  • Conservador;
  • Moderado;
  • Arrojado.

E eles são definidos a partir da relação do investidor com três características do investimento: risco, liquidez e rentabilidade.

O risco, como o nome sugere, está relacionado com a maior ou menor previsibilidade de perdas de um investimento - podendo seu retorno ser menor que o esperado ou até negativo. Ao mesmo tempo, pode ser um retorno bem maior do que o idealizado. É interessante lembrar que, com a orientação adequada, a maioria dos investimentos de maior risco tendem a gerar bons lucros.

Já a liquidez é o termo ligado à facilidade com que você pode resgatar seu dinheiro, tendo seus valores na conta assim que precisar.

E por último, a rentabilidade é o rendimento do dinheiro, o que também pode ser entendido como o percentual dos ganhos em determinado investimento que você escolher.

Essas três características se relacionam de algumas formas, como:

  • Quanto maior a liquidez, menor o risco;
  • Consequentemente, com maior risco, o resgate do dinheiro é mais demorado;
  • Também quanto maior o risco, normalmente, maior a rentabilidade esperada. 

Conhecendo a definição e a relação da base dos investimentos, você consegue identificar em qual dos três perfis você se encaixa? Vamos ver mais em detalhes.

Conservador

Pessoas com um perfil conservador buscam a segurança em primeiro lugar. Possuem baixa tolerância ao risco e preferem aplicações mais previsíveis, mesmo que isso implique em menor rendimento.  Além disso, elas procuram opções onde podem resgatar seu dinheiro com maior facilidade.

Arrojado 

Oposto do anterior, este perfil de investidor tem alta tolerância ao risco e tem como foco a rentabilidade, buscando ao mesmo tempo, minimizar ao máximo as possíveis perdas. Estão mais interessados no longo prazo e suportam oscilações em busca do resultado final.

Normalmente, este perfil de investidor tem maior conhecimento em investimentos ou conta com uma assessoria financeira para ganhar mais, pois com esse tipo de auxílio o investidor tem suporte técnico no mercado de capitais.

Moderado

Este perfil é o intermediário entre os dois primeiros. Ele possui maior tolerância ao risco do que o conservador, porém menos que o arrojado. Também suportam uma liquidez menor, porém, sua base majoritária de investimentos ainda é caracterizada pela segurança.

Ainda, nesta autoavaliação de perfil, é necessário considerar algumas questões como: prazo de aplicação e o valor mínimo para as aplicações.

Clique aqui e faça o teste do seu perfil de investidor.

4. Quarta dica, Faça uma reserva de emergência

Formar uma reserva de emergência deve ser o primeiro ao começar a investir. Com ela é possível ter segurança para lidar com imprevistos financeiros, como um gasto inesperado ou até mesmo perder o emprego.

O recomendado é reservar o que seria necessário para cobrir de 6 a 12 meses das suas despesas mensais, mas não é uma regra.

Após montar a sua uma reserva de emergência em um investimento de renda fixa com liquidez diária, como o Tesouro Selic, é interessante partir pros investimentos de renda variável, pois são esses investimentos que te geram um maior retorno.

E por falar em renda fixa e variável, entenda-as abaixo.

5. Quinta dica, Conheça os tipos de investimentos

Conhecer as alternativas que existem no mercado de investimentos auxilia você a escolher a que mais se encaixa em seu perfil, no seu objetivo e também no seu orçamento.

Duas classes dividem os investimentos, são elas: renda fixa e renda variável.

Renda fixa

São os investimentos que possuem rentabilidade previsível. Além disso, o prazo do vencimento já é determinado e a liquidez costuma ser maior. Em contrapartida, os rendimentos oferecidos nas oportunidades de renda fixa variam entre baixos e médios.

Mas, de qualquer forma, rendem - especialmente se o investidor contar com uma assessoria para investir.

A mecânica, portanto, é bem simples: após um tempo pré-definido por você, basta resgatar o que foi investido mais os juros previstos para o tipo de investimento, valor aplicado e prazo.

Assim, os investimentos em renda fixa são indicados para:

  • Compor uma parte do total de investimentos, já que têm um caráter mais seguro e de reserva de emergência;
  • Quem está começando a investir;
  • Aqueles com perfil conservador, já que são investimentos com menores riscos e maior liquidez.

Ainda, essencialmente estes investimentos funcionam como empréstimos a bancos e governos, que utilizam os valores para financiar projetos de empresas e serviços públicos.

São alguns investimentos de renda fixa: Tesouro Direto, Letras de Crédito (LCI E LCA) e Certificado de Depósito Bancário (CDB).

Renda variável

Já a renda variável é aquela onde o retorno do investimento não é previsível, ou seja, varia. Isso acontece porque esses investimentos estão baseados em ativos que possuem oscilação de preço, dependendo da oferta e da procura do mercado.

A boa notícia é que, por mais que a renda variável tenha um caráter mais arriscado por causa dessas oscilações, o rendimento costuma ser maior.

Assim, os investimentos de renda variável são ideais para quem já tem uma reserva de emergência e algum investimento na renda fixa.

Alguns exemplos de investimentos em renda variável são: Mercado de Ações, Fundos Imobiliários (FIIs) e até mesmo dólar e criptomoedas.

Saiba um pouco mais sobre as principais opções na renda fixa e variável e como começar a investir em cada um deles, na sequência.

Para entender melhor as diferenças entre a renda fixa e a renda variável, acesse o artigo: Renda fixa e renda variável: O que não te contaram, mitos, estratégias e erros cometidos por investidores.

Como investir no Tesouro Direto

Tesouro Direto é uma plataforma do Tesouro Nacional onde são oferecidos títulos públicos para investidores. Trata-se de renda fixa.

Assim, a pessoa que quer investir em títulos públicos acaba emprestando dinheiro para que o governo tenha recursos para pagar dívidas ou para investir nas ações e projetos do país.

E após um prazo de vencimento previamente definido, o governo devolve o dinheiro que foi emprestado, com juros.

É uma boa opção para todos os perfis, mas, especificamente, para os conservadores e moderados.

Para investir em títulos públicos do Tesouro Direto, você deve: 

  1. Criar uma conta na plataforma do Tesouro Direto;
  2. Transferir o dinheiro para o banco ou corretora de sua preferência, cadastrado junto ao Tesouro - ou seja, apto a intermediar a operação para você;
  3. Escolher o título público que mais te interesse e se adeque às suas necessidades e possibilidades;
  4. Por fim, definir o valor e fazer o investimento.

De maneira resumida, este é o processo para começar a investir no Tesouro Direto. Simples e totalmente online.

Como investir em criptomoedas

As moedas virtuais fizeram grande barulho no mercado financeiro. Não à toa, já que a rentabilidade é alta.

São opções de renda variável ideal para perfil de investidor arrojado e que busca novidades. Afinal de contas, elas têm se tornado cada vez mais relevantes e presentes.

Existem 3 formas de investir em criptomoedas, são elas:

Investimento Direto 

Forma mais popular de investimento em criptomoedas.

Para começar a investir basta:

  1. Abrir uma conta na corretora ou em uma plataforma especializada em criptomoedas;
  2. Acessar a moeda virtual desejada - como Bitcoin, por exemplo; 
  3. Transferir o dinheiro para a corretora, em real ou dólar.

Assim você consegue adquirir a criptomoeda que escolheu.

ETF de criptomoedas

A outra forma de investir em criptomoedas é através dos ETFs, que significa Exchange Traded Fund, ou Fundo de Índice em português.  É uma forma indireta de investimento, pois o investidor aplica seu dinheiro em um fundo administrado por um gestor profissional.

Aqui, o investidor adquire cotas do Fundo de Investimentos na Bolsa De Valores, e ele investe nos ativos de acordo com regulamento pré-definido.

Os gestores acompanham os índices dos principais cripto ativos.

Para investir nessa alternativa, você deve:

  1. Abrir uma conta em uma corretora;
  2. Buscar o ETF escolhido pelo código de negociação;
  3. Configurar a quantidade de cotas;
  4. Conferir o valor total da ordem;
  5. Confirmar o investimento.

Fundos de investimento em criptomoedas

A terceira opção para investir em criptomoedas é a partir de fundos de investimento convencionais. O fundo analisa a movimentação das moedas no mercado de forma direta.

Para investir nessa alternativa, você pode comprar diretamente os fundos de criptomoeda em plataformas como a XP Investimentos. Basta se cadastrar e escolher a opção desejada.

Como investir na bolsa

A Bolsa de Valores oferece diversas opções de ativos financeiros para comprar e vender de maneira organizada.

Alguns dos principais ativos negociados na bolsa: ações, ETFs e Fundos de Investimento Imobiliário.

  1. O primeiro passo para investir na Bolsa de Valores é abrir uma conta em uma corretora de investimentos;
  1. Feito isso, escolha qual ativo quer investir;
  1. Você pode investir como Swing Trader ou Day Trader. O primeiro é para designar investidores que compram e vendem ativos em dias diferentes, e o segundo é para aqueles que compram e vendem no mesmo dia; 
  1. Definidos os ativos e como você irá atuar como investidor, aplique seu dinheiro e comece a investir.

Conheça a metodologia de investimentos buy & hold e invista com mais tranquilidade.

Como investir em Fundos Imobiliários

Uma alternativa popular de investimento em renda variável são os Fundos Imobiliários (FIIs).

Como o nome sugere, são pessoas que se unem para investir em ativos imobiliários - em outras palavras, grandes imóveis. 

O investimento é feito através da Bolsa de Valores.

A mecânica é relativamente simples: as pessoas investem em um fundo, por meio de cotas administradas por um gestor. É ele quem busca os investimentos mais rentáveis para o grupo.

Saiba como começar a investir em Fundos Imobiliários:

  1. Abra uma conta em uma corretora;
  2. Acesse a plataforma da empresa que escolheu;
  3. Transfira dinheiro para sua conta na plataforma;
  4. Escolha o FII pelo código de negociação; 
  5. Envie ordens de compra com o código do fundo, número de cotas e valor que irá pagar;

Com isso, é feita a oferta para o mercado e se um dos participantes aceitar vender pelo valor ofertado, é feito o investimento.

Como investir em ações

As ações são os investimentos mais populares da renda variável.

Basicamente, elas são partes de empresas negociadas na Bolsa de Valores.

Ou seja, investindo nas ações de uma empresa, é como se você fosse dono de uma pequena porcentagem da companhia e, por isso, você vai lucrar com ela.

E isso se dá de duas formas:

  • Com os dividendos;
  • Por meio da valorização das ações.

Os dividendos são parte dos lucros, que são divididos para cada investidor de acordo com quantas ações cada um possui.

Já na valorização das ações é quando as empresas crescem e ganham destaque, fazendo com que seu valor seja aumentado e consequentemente suas ações também fiquem mais caras.

Para investir em ações você deve: 

  1. Abrir uma conta em uma corretora;
  2. Transferir dinheiro para sua conta na plataforma;
  3. Escolher a forma de negociação, que pode ser: home broker (quando o próprio investidor cadastra sua ordem de compra e venda) ou mesa de operações (quando o investidor terceiriza para um operador da corretora este papel).

No Análise de Acões você consegue ver as análises de ações como: OIBR3, PETR4, MGLU3, VALE3, BBAS3, IRBR3, VIIA3, ITSA4, TASA4, BBDC4, BBSE3, COGN3, PETR3, PRIO3, WEGE3, B3SA3, CIEL3, CVCB3, CXSE3, TAEE11 e de diversas outras da bolsa de valores.

Outra opção interessante é investir em dólar! Conheça mais sobre ela, a seguir.

Como investir em dólar

Investir em dólar é atrativo para muitas pessoas por causa da força dos mercados internacionais e facilidade nas relações comerciais do mundo todo.

Duas das principais formas de investir em dólar são: Fundos cambiais e BDRs.

Fundos cambiais são investimentos aplicados em ativos em outras moedas, como o dólar.

Já BDRs, sigla para Certificado de Depósitos de Ações em inglês, são recibos de ações do exterior.

Para investir em BDRs, por exemplo, siga o passo a passo a seguir:

  1. Abra uma conta em uma corretora;
  2. Acesse a página dela;
  3. Procure o código de negociação do investimento;
  4. Selecione seus ativos;
  5. Envie sua ordem de compra.

Agora que você viu alguns exemplos de investimentos em renda fixa e variável, confira como investir para ter lucro mensal.

Como investir seu dinheiro e ter lucro mensal

Nos exemplos que vimos acima, você entendeu um pouco mais sobre as características do mercado de investimentos.

Viu também que existem investimentos de curto, médio e longo prazo, com maiores ou menores riscos.

E chegou o momento de falar do lucro mensal. Porque, sim, também existem os investidores que buscam ter um pouco de lucro todo mês, além do rendimento do ativo como um todo que será resgatado no futuro.

Então, para esse objetivo, as melhores opções são:

  • FIIs, através do recebimento dos rendimentos dos alugués;
  • Ações, através dos dividendos, onde as empresas pagam periodicamente parte dos seus lucros a seus investidores. 

Nos tópicos acima, explicamos um pouco mais sobre estas alternativas e o perfil de investidor indicado para cada uma delas.

E os principais conselhos sobre investimentos que eu te dou é: buscar conhecimento antes de investir para não perder dinheiro à toa, tanto aqui no Análise de Ações quanto no It's Money você encontra muito conteúdo rico, e buscar ajuda especializada para te guiar nesta jornada, estamos aqui para te ajudar.

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Até a próxima.

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