Aegea propõe aumento de capital de até R$ 2,1 bilhões e Itaúsa (ITSA4) pode investir metade

Escrito por:

Marcilio Lima

A Aegea, empresa do setor de saneamento, convocou uma assembleia geral extraordinária para debater um aumento de capital entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões. O anúncio foi feito nesta terça-feira (7).

A intenção da companhia é fortalecer a estrutura financeira e acelerar o processo de desalavancagem.

Caso os acionistas aprovem, as novas ações ordinárias devem ser emitidas ao mesmo valor da última capitalização, ocorrida no início de 2026, quando cada ação saiu por R$ 55,29.

A holding Itaúsa (ITSA4), que detém 13% da Aegea, informou que pode investir entre R$ 730 milhões e R$ 1,5 bilhão nesse aumento, dependendo do movimento dos demais sócios. O prazo de decisão será de 30 dias.

Segundo a Itaúsa, o valor para subscrição deve sair do caixa da própria holding e não deve ter impacto relevante no resultado deste ano.

Além da Itaúsa, fazem parte da estrutura acionária a Equipav, com 52%, e o fundo soberano de Cingapura (GIC), com 35%.

Em junho, a agência Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da Aegea para B+, citando estrutura financeira mais frágil e expectativa de desalavancagem mais demorada. Segundo a Fitch, a dívida líquida sobre o Ebitda ajustado deve seguir acima de 4 vezes. A agência também apontou deficiências nas práticas contábeis da companhia, após atrasos de resultados e reapresentação de balanço.

Após essa mudança no rating, a Aegea e seus sócios optaram por não participar da privatização da Copasa (CSMG3), decisão que abriu espaço para a Equatorial (EQTL3) se tornar sócia da Copasa.

Na prática, a aprovação desse aumento de capital pode fortalecer a posição financeira da Aegea e reduzir o risco de crédito, num momento em que busca desalavancar e enfrentar custos financeiros altos. A ITSA4 planeja usar recursos próprios para acompanhar a operação, alinhada à estratégia de investimentos da holding.

SOBRE ITAÚSA (ITSA4)

A Itaúsa atua no setor de participações e investe em empresas brasileiras de diversos segmentos. O portfólio da holding inclui companhias de serviços financeiros, energia e saneamento.

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