
O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou o início do processo de recuperação judicial do Grupo Toky (TOKY3), de acordo com comunicado divulgado pela companhia neste domingo (12).
Pela decisão, o Grupo Toky deve apresentar suas contas até o dia 30 de cada mês. Caso descumpra essa exigência, os controladores e administradores poderão ser destituídos.
O tribunal também determinou a suspensão por 180 dias de todas as execuções contra o Grupo Toky, exceto aquelas relativas a créditos que não se enquadram na recuperação judicial.
O Grupo Toky, formado pela união da Tok&Stok e da Mobly, pediu recuperação judicial em maio deste ano. A empresa alegou dívidas que passam de R$ 1 bilhão e citou o impacto de um ano difícil para o setor de móveis e decoração.
Segundo a companhia, taxas de juros elevadas e crédito restrito reduziram a confiança do consumidor e adiaram decisões de compra. O grupo também relatou que restrições temporárias de estoque prejudicaram sua liquidez no curto prazo.
Na prática, a decisão permite ao Grupo Toky (TOKY3) tentar reestruturar dívidas e buscar alternativas para enfrentar a crise. Nesse período, as execuções judiciais ficam paralisadas e a empresa pode negociar com credores.
SOBRE GRUPO TOKY (TOKY3)
O Grupo Toky atua no segmento de móveis e decoração. A empresa reúne as marcas Tok&Stok e Mobly, voltadas para a comercialização de móveis e itens para casa.
Entenda a recuperação judicial
A recuperação judicial é um instrumento jurídico que permite a empresas em crise financeira renegociarem suas dívidas e manterem as operações funcionando enquanto buscam uma solução com credores, com o objetivo de evitar a falência.
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