
A Azul (AZUL3) divulgou nesta quinta-feira (7) que teve um prejuízo ajustado de R$ 44,4 milhões no primeiro trimestre de 2026.
O número mostra uma redução de 97,6% em relação ao prejuízo de R$ 1,8 bilhão registrado no mesmo período de 2025.
O resultado ajustado exclui efeitos relacionados a debêntures conversíveis, ativos fiscais e itens da reestruturação. Também elimina variações cambiais e ganhos não realizados com derivativos.
Sem esses ajustes, a empresa apresentou lucro líquido de R$ 1,4 bilhão, 81,5% acima do observado um ano antes.
O Ebitda da Azul foi de R$ 1,7 bilhão, com alta de 22,6% ano contra ano. A margem Ebitda subiu para 31,1%, aumento de 5,4 pontos percentuais.
A receita operacional ficou em R$ 5,5 bilhões, crescimento de 1,4%. Segundo a empresa, o desempenho foi puxado por forte demanda, receitas auxiliares e bons resultados nas áreas de negócios adicionais.
No caixa, a Azul terminou o trimestre com R$ 4,7 bilhões, alta de 98,6% ante os R$ 2,3 bilhões de um ano antes. Esse valor equivale a 21,2% da receita acumulada dos últimos 12 meses.
A dívida total caiu de R$ 34,6 bilhões para R$ 20,6 bilhões após a conclusão da reestruturação financeira. Com isso, a alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebitda recuou para 2,4 vezes, queda de 3,1 vezes na comparação anual.
Os custos e despesas operacionais baixaram 8,2%, somando R$ 4,42 bilhões no trimestre. O custo por assento-quilômetro (CASK) caiu 5,7%, para R$ 0,3555, reflexo de corte de custos, valorização de 10% do real sobre o dólar e combustível mais barato.
A capacidade (ASK) diminuiu 2,7%, principalmente por conta de redução nas rotas internacionais. Já o tráfego de passageiros ficou estável, e a taxa de ocupação cresceu para 83,8% (+2,3 pontos), novo recorde para primeiros trimestres.
A receita por assento disponível (RASK) aumentou 4,3%, chegando a R$ 0,4394.
Em fevereiro, a Azul concluiu seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos e saiu do Chapter 11, após cumprir todas as etapas do plano de reorganização.
Com isso, reduziu a dívida em cerca de US$ 1,1 bilhão e cortou custos de arrendamento de aeronaves em 40%, segundo a empresa. Os pagamentos anuais de juros também caíram pela metade após o acordo.
Agora, a prioridade da Azul é baixar a alavancagem e focar na geração de caixa, informou o CEO John Rodgerson.
Na prática, quem acompanha AZUL3 vê a empresa com dívida menor, mais caixa e operação ajustada após o fim do Chapter 11. A rentabilidade operacional melhorou e o custo por assento caiu, em meio a cenário de demanda estável.
SOBRE AZUL (AZUL3)
A Azul atua no setor aéreo brasileiro. A empresa transporta passageiros e cargas e oferece serviços de voos domésticos e internacionais.
Aprenda: Ebitda
Ebitda é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Ele mostra o resultado operacional de uma empresa, ajudando a comparar eficiência e desempenho operacional entre negócios do mesmo setor.
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