
A Oi (OIBR3), que segue em recuperação judicial, divulgou nesta quinta-feira (9) que pode não conseguir manter suas operações a partir de 1º de agosto de 2026.
O alerta se deve ao agravamento da situação financeira da companhia, segundo comunicado ao mercado.
No documento, a empresa informou que o gestor judicial do grupo apresentou ao tribunal novas informações mostrando queda prevista no caixa da Oi.
A disponibilidade de caixa pode cair de R$ 88,1 milhões para apenas R$ 19,6 milhões ao final de julho de 2026.
De acordo com o gestor judicial, esse valor seria insuficiente para sustentar o funcionamento do grupo a partir de agosto.
A manifestação aconteceu após a suspensão do julgamento de recursos apresentados pelo Itaú Unibanco e pelo Banco Bradesco contra decisão que converteu a recuperação judicial da Oi em falência, permitindo que operasse provisoriamente.
O julgamento está parado desde 30 de junho de 2026, após um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior.
Na prática, a Oi pode chegar em agosto de 2026 com caixa muito pressionado. O risco é precisar interromper operações se o cenário não mudar. O mercado acompanha a situação do OIBR3, atento a decisões judiciais e eventuais aportes de recursos.
SOBRE OI (OIBR3)
A Oi atua no setor de telecomunicações e oferece serviços de telefonia fixa, móvel e banda larga. A companhia está em recuperação judicial e enfrenta desafios financeiros desde 2016.
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