
O GPA (PCAR3), dono dos supermercados Pão de Açúcar, teve prejuízo líquido de R$ 204 milhões no segundo trimestre de 2026.
Esse valor representa um aumento de 15,5% em relação ao prejuízo de um ano antes, conforme o balanço divulgado nesta terça-feira (4).
Pelo lado operacional, o Ebitda ajustado subiu 7,3%, alcançando R$ 450 milhões, com a margem passando de 9% para 10,6%.
A empresa destacou que o resultado líquido foi pressionado pelo resultado financeiro negativo de R$ 385 milhões, valor 26,4% maior na comparação anual.
Outro fator pesando no balanço foi uma base de comparação mais forte do segundo trimestre de 2025.
A receita líquida caiu 9,6%, ficando em R$ 4,23 bilhões de abril a junho.
O indicador de vendas nas mesmas lojas apresentou retração de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
No balanço, o GPA apontou um cenário difícil, citando o aumento do endividamento das famílias, da inadimplência e uma concorrência maior — inclusive de plataformas de apostas.
O GPA também lembrou que fechou um plano de recuperação extrajudicial em março para ajustar sua estrutura de capital.
A expectativa é que, no terceiro trimestre, o plano seja homologado para emissão de novas debêntures e captação de recursos.
Na prática, o resultado do GPA (PCAR3) mostra:
- Prejuízo maior na comparação anual.
- Operação melhor pelo Ebitda, mas receita menor.
- Empresa espera conclusão de sua reestruturação.
SOBRE GPA (PCAR3)
O GPA atua em varejo alimentar e opera redes de supermercados.
A empresa comercializa uma variedade de produtos para o consumidor final.
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