
A Azul (AZUL3) informou, na terça-feira (29), que assinou um contrato de empréstimo com o BNDES dentro do programa do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil).
A linha total pode alcançar R$ 2,66 bilhões, com recursos voltados para o longo prazo.
A operação visa fortalecer a liquidez e dar mais flexibilidade financeira para a companhia, além de ajudar na gestão de dívidas antigas e fortalecer o plano estratégico de longo prazo.
Na terça, a Azul recebeu a primeira parcela desse empréstimo, no valor de R$ 1,3 bilhão.
O restante, também de cerca de R$ 1,3 bilhão, só deve ser liberado no quarto trimestre de 2026.
O financiamento tem prazo de até cinco anos.
Como parte do acordo, a empresa antecipou o pagamento de uma dívida mais cara, de cerca de R$ 400 milhões.
Para os próximos anos, a Azul definiu como prioridades baixar o endividamento e aumentar o valor de mercado, reforçando o compromisso com a disciplina financeira.
A companhia busca alcançar uma relação dívida líquida/Ebitda menor que 1,5 vez até 2029, e um valor de mercado 150% maior. Segundo a empresa, isso virá por meio do crescimento operacional, avanço do Ebitda, foco na alocação de capital e redução de dívidas.
A Azul comunicou essas projeções em julho, pouco depois de concluir uma reestruturação financeira.
Na prática, com o reforço de caixa dessa parcela do FNAC, a AZUL3 ganha mais fôlego para alongar prazos, quitar dívidas caras e avançar em seu plano de redução do endividamento.
SOBRE AZUL (AZUL3)
A Azul atua no setor de aviação e transporta passageiros e cargas.
A companhia também oferece serviços logísticos pelo país.
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