Azul (AZUL3) tem prejuízo de R$ 1,07 bilhão no 2T26, com queda no resultado operacional

Escrito por:

Marcilio Lima

A Azul (AZUL3) fechou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido ajustado de R$ 1,07 bilhão.

Esse resultado representa uma alta de 125,1% em relação ao prejuízo de R$ 475,8 milhões registrado no mesmo período de 2025.

O número foi ajustado para desconsiderar efeitos de debêntures conversíveis e oscilações não realizadas de derivativos e câmbio.

O Ebitda, que mostra o desempenho operacional, recuou 55,4% e ficou em R$ 510,1 milhões.

A margem Ebitda caiu para 10,2%, ante 23,1% um ano antes.

A receita líquida teve leve alta de 0,7% e chegou a R$ 4,97 bilhões.

O transporte de passageiros somou R$ 4,56 bilhões, queda de 0,4% na base anual.

Já as receitas de cargas e outros serviços subiram 15,1%, para R$ 418,1 milhões.

Os custos e despesas operacionais aumentaram 12,6%, atingindo R$ 5,12 bilhões, o que pesou no resultado.

O resultado operacional ficou negativo em R$ 159,1 milhões. No mesmo período do ano anterior, era positivo em R$ 380 milhões.

No financeiro, a companhia teve um resultado negativo de R$ 882,2 milhões, revertendo saldo positivo de R$ 913,5 milhões em 2025.

A dívida líquida totalizou R$ 18,9 bilhões, alta de 11,1% em um ano, já considerando recebíveis de cartão.

A alavancagem encerrou o trimestre com relação de 3 vezes dívida líquida/Ebitda.

Durante o trimestre, a Azul reduziu a oferta de voos: menos 6,5% em rotas domésticas e 24,9% nas internacionais, como parte do plano de reestruturação.

Segundo o comunicado, o ajuste foi uma resposta aos preços elevados dos combustíveis para preservar liquidez.

O foco ficou em passageiros premium, segmento em que a receita cresceu 12,4% na comparação anual.

A empresa lembrou que o segundo trimestre costuma ser o período mais difícil para rentabilidade no Brasil, agravado este ano pela alta do combustível e pela Copa.

Apesar disso, atingiu receita recorde para um 2º trimestre e registrou RASK recorde do período, que subiu 12,7%.

Para os próximos meses, a Azul espera que, com a estabilização da frota e retomada do crescimento da oferta a partir do quarto trimestre, haja melhora no operacional e geração de caixa.

Na prática, a AZUL3 teve prejuízo maior, Ebitda menor e dívida mais alta.

  • A empresa diminuiu a oferta de voos domésticos e internacionais.
  • O foco maior nos clientes premium amenizou parte da pressão na receita.
  • A Azul aposta em retomada gradual do resultado ainda este ano.

SOBRE AZUL (AZUL3)

A Azul atua no setor aéreo e oferece serviços de transporte de passageiros e carga. A companhia também opera voos domésticos e internacionais no Brasil.

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