
O Méliuz (CASH3) comunicou ao mercado que aprovou, em assembleia geral extraordinária, a redução do capital social em R$ 160 milhões.
Essa redução será feita sem cancelar ações e sem repassar dinheiro aos acionistas.
Segundo a empresa, o entendimento é de que havia excesso de capital, e por isso o valor será destinado à criação de uma reserva de capital do mesmo montante.
O capital social passará de R$ 519,98 milhões para R$ 359,98 milhões, mas o número de ações ordinárias emitidas segue em 104,38 milhões.
A mudança só entra em vigor 60 dias após a publicação da ata da assembleia, conforme prevê a legislação das companhias abertas.
Além da redução de capital, os acionistas aprovaram o Segundo Plano de Opção de Compra de Ações, que substitui o anterior criado em 2020. Também foi ajustado o Plano de Outorga de Ações Restritas, criado em 2021.
Na prática, os dois mecanismos reforçam a política de remuneração baseada em ações, frequentemente usada por empresas para manter profissionais estratégicos e alinhar interesses de gestores e investidores.
No segundo trimestre de 2026, o Méliuz teve um prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões. No mesmo período do ano anterior, o saldo havia sido um lucro de R$ 7,6 milhões.
A empresa explicou que o resultado foi impactado negativamente em R$ 32,1 milhões pela contabilização da carteira de bitcoin.
Desconsiderando esse efeito, o lucro líquido ajustado do Méliuz ficou em R$ 9,7 milhões, alta de 14% na comparação anual.
Junto com o balanço, a empresa também anunciou um novo programa de recompra de até 8,1 milhões de ações, o que representa 10% do free float.
Na prática, a redução de capital do CASH3 ajusta a estrutura financeira da empresa sem afetar o número de ações. Já os novos planos ampliam o uso de incentivos por meio de ações para executivos e funcionários.
SOBRE MÉLIUZ (CASH3)
A Méliuz atua em tecnologia e oferece serviços de cashback e soluções digitais de pagamento para consumidores e empresas.
Entenda o plano de opções de ações
O plano de opções de ações permite que funcionários e executivos adquiram ações da própria empresa por um preço definido. Esse modelo é usado para incentivar resultados e reter talentos estratégicos ao alinhar os interesses do time e dos acionistas.
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