
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta segunda-feira (13) manter a recuperação judicial da Oi (OIBR3).
Além disso, foi prorrogada por mais 60 dias a suspensão do pagamento das dívidas extraconcursais da empresa.
A decisão veio da desembargadora Mônica Maria Costa, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após recurso apresentado pelo Bradesco (BBDC4), credor relevante do grupo.
A medida busca proteger o caixa da companhia e evitar riscos para a continuidade dos serviços de telecomunicações.
Na prática, a extensão do prazo dá mais tempo para a operadora manter as operações e continuar o plano de reestruturação, que inclui a venda de ativos e reorganização operacional.
De acordo com o gestor judicial, a situação financeira da Oi segue difícil.
Atualmente, a geração de caixa não cobre todas as obrigações previstas nem o pagamento das dívidas e despesas do dia a dia.
O saldo de caixa da empresa segue menor que o total de dívidas extraconcursais, o que mantém a pressão sobre as finanças.
Segundo a relatora, a suspensão temporária das cobranças é necessária para garantir a continuidade dos serviços essenciais.
A estratégia da Oi está centralizada na venda ordenada de ativos, buscando arrecadar recursos para os credores e manter a empresa em funcionamento.
A gestão judicial segue implementando cortes de gastos, ajustes operacionais e repasse de operações para terceiros durante essa transição.
A manutenção do fôlego financeiro é vista como etapa crucial para que esse processo continue.
O Bradesco recorreu ao tribunal após decisão de primeira instância converter a recuperação judicial em falência, afirmando que uma liquidação ordenada traz mais chances de pagamentos aos credores e menos impacto nos serviços essenciais.
Na prática, a suspensão por mais 60 dias permite que a Oi (OIBR3) continue vendendo ativos, busque ajustar despesas e dê andamento à reorganização, sem o risco imediato de bloqueios judiciais no caixa.
SOBRE OI (OIBR3)
A Oi atua no setor de telecomunicações e oferece serviços de telefonia e internet.
A companhia passa por reestruturação financeira e venda de ativos para enfrentamento da crise.
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