EcoRodovias (ECOR3) fecha 1T26 com prejuízo de R$ 10,1 mi e anuncia dividendos

Escrito por:

Marcilio Lima

A EcoRodovias (ECOR3) registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 milhões no primeiro trimestre de 2026.

Esse resultado reverte o lucro de R$ 146,7 milhões reportado um ano antes.

Ao mesmo tempo, a companhia divulgou que vai pagar R$ 210,4 milhões em dividendos referentes ao exercício de 2025, o equivalente a R$ 0,30 por ação.

O direito aos dividendos fica garantido para quem estiver com ações em 12 de maio. A partir do dia 13, os papéis ficam ex-dividendos. O pagamento está marcado para 12 de junho.

Segundo a EcoRodovias, o prejuízo foi causado pela amortização total do saldo não-caixa do ativo intangível da Ecovias Sul, que aconteceu após o fim do contrato de concessão.

Ainda assim, a empresa reportou crescimento operacional: a receita líquida ajustada foi de R$ 1,81 bilhão, aumento de 8,5% na base anual.

O Ebitda ajustado chegou a R$ 1,4 bilhão, alta de 12% na comparação anual, com margem Ebitda ajustada de 77,6%, expansão de 2,4 pontos percentuais.

De acordo com a companhia, sem os efeitos da Ecovias Sul, o lucro líquido teria sido de R$ 77,1 milhões no trimestre.

No período, o tráfego consolidado das rodovias subiu 20,6%. O tráfego comparável aumentou 0,4%, com destaque para veículos pesados, que cresceram 1,5%.

Na Ecovias Imigrantes, o avanço de tráfego tem relação com exportações de açúcar, enquanto na Ecovias Capixaba, reflete o ciclo de celulose da região, segundo a empresa.

Nas concessões rodoviárias, a receita líquida ajustada ficou em R$ 1,81 bilhão, alta de 8,5%, motivada por tráfego maior, reajustes tarifários e novas praças de pedágio.

Já o Ecoporto Santos teve queda de 7,4% na receita, para R$ 127,6 milhões, por conta de contratos pontuais menores.

Os custos operacionais e despesas administrativas aumentaram 17,9%, totalizando R$ 1,76 bilhão, pressionados pelo início do funcionamento de novas concessões e pela amortização extraordinária da Ecovias Sul.

O resultado financeiro líquido da EcoRodovias piorou 22,4%, com despesa de R$ 763,1 milhões. Isso aconteceu por causa do aumento do CDI, crescimento das debêntures atreladas ao IPCA e novos financiamentos do BNDES para o plano de investimentos.

A dívida líquida chegou a R$ 22,2 bilhões no fim de março, alta de 4% ante o final de 2025. O índice de alavancagem (dívida líquida/Ebitda ajustado) ficou em 3,9 vezes, estável em 12 meses.

No trimestre, o capex somou R$ 973,7 milhões, 3,2% acima do anterior, focado principalmente em obras para expandir concessões como Rio Minas, Noroeste Paulista, Araguaia e Capixaba.

A empresa destacou as obras na Ecovias Rio Minas, com a construção da ponte sobre o Rio Doce, além de intervenções na Via Dutra e no trecho Magé-Manilha.

Na prática, quem acompanha ECOR3 vê a empresa pressionada por efeitos contábeis do fim de concessão, mas com operações crescendo, distribuição de dividendos regular e obras de expansão andando.

SOBRE ECORODOVIAS (ECOR3)

A EcoRodovias atua em concessões rodoviárias e opera pedágios em várias regiões do Brasil. A empresa investe na ampliação e manutenção de rodovias.

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