
A Dexco (DXCO3), dona das marcas Deca, Duratex, Portinari, Hydra e Castelatto, divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 nesta sexta-feira.
O lucro líquido ficou em R$ 14,8 milhões, uma queda de 61,4% frente ao mesmo período de 2025.
No critério ajustado, chamado de lucro líquido recorrente, o resultado foi de R$ 33,8 milhões, alta de 13%. Esse indicador exclui efeitos não recorrentes, como variações no valor das florestas e custos com reestruturações.
O Ebitda consolidado subiu 0,5% na base anual, indo para R$ 587,6 milhões, embora a margem Ebitda tenha recuado 1,2 ponto.
No Ebitda ajustado e recorrente, a alta foi maior — 23,7% —, chegando a R$ 547,4 milhões, com margem crescente em 3,6 pontos.
Já a receita consolidada subiu 5,2%, somando R$ 2,23 bilhões no período. Segundo a empresa, isso veio do aumento no envio de painéis de madeira, combinando preços reajustados e um mix mais favorável.
O custo dos produtos vendidos aumentou 0,8% e foi para R$ 1,34 bilhão, impactado pelo encarecimento de insumos como metanol, ureia e petróleo.
Despesas com vendas subiram 3,1%, totalizando R$ 315,9 milhões, acompanhando o maior volume expedido de painéis de madeira. Despesas administrativas caíram 10,2%, para R$ 74,7 milhões, após simplificações organizacionais e ganhos de eficiência, segundo a gestão.
No resultado financeiro, a Dexco teve despesa líquida de R$ 197,9 milhões, leve queda de 0,8% com menor dívida.
O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 120,7 milhões, com melhora no capital de giro e menos investimentos em projetos.
A dívida líquida caiu 3,5% ante o trimestre anterior, encerrando em R$ 5,13 bilhões. A alavancagem, medida pela razão entre dívida e Ebitda ajustado, baixou de 2,99 para 2,72 vezes.
Entre os segmentos, a investida LD Celulose teve lucro líquido de R$ 28,4 milhões para a Dexco, recuo de 69,6% por causa dos preços internacionais e do câmbio. Na divisão Louças e Metais, os embarques caíram 19,2%, enquanto revestimentos cerâmicos ficaram estáveis. O volume de madeira subiu 5,2%.
No Ebitda, a Divisão Madeira somou R$ 485,1 milhões, alta de 13,4%, com vendas maiores e um mix mais valorizado. Louças e Metais (Deca) saltou para R$ 55,6 milhões (alta de 543%), refletindo reajustes de preços. Cerâmicos teve Ebitda de R$ 6,6 milhões, alta de 8,5%, após ajuste de produção.
Na prática, o segundo trimestre para DXCO3 trouxe:
- recuperação nos números recorrentes, apesar do lucro contábil menor;
- crescimento nas divisões de madeira e louças, puxado por preços mais altos;
- despesas controladas e redução da dívida, mas impacto negativo de preços e da LD Celulose.
SOBRE DEXCO (DXCO3)
A Dexco atua no setor de materiais para construção civil. A empresa produz painéis de madeira, louças, metais e revestimentos cerâmicos, além de itens para decoração e soluções para ambientes.
Entenda lucro recorrente
Lucro recorrente é um indicador que mostra o resultado da empresa desconsiderando efeitos pontuais, como vendas de ativos ou reestruturações. Esse número ajuda a entender melhor a performance operacional, sem distorções de itens não frequentes.
Acompanhe os resultados no app
Quer acompanhar os balanços, fluxos de caixa e evolução dos indicadores das empresas da bolsa? Veja tudo no App Análise de Ações.
Mural de discussão
Clique e deixe seu comentário sobre o que você achou desta matéria.