CSN (CSNA3) inicia processo para vender ativos de infraestrutura

Escrito por:

Marcilio Lima

A CSN (CSNA3) começou o processo para vender parte de seus ativos de infraestrutura, segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

O pacote inclui terminais portuários no Rio de Janeiro, a participação na empresa de transporte ferroviário MRS e a Tora, empresa de logística comprada recentemente pela CSN.

Essa movimentação ocorre enquanto a CSN também negocia a venda de sua divisão de cimento, a CSN Cimentos.

Segundo a Reuters, quatro empresas avançaram no processo para comprar o negócio de cimento: Votorantim e Polimix, do Brasil, e Huaxin Cement e Sinoma International, da China. Propostas vinculantes devem ser entregues até 7 de agosto.

A divisão de cimento pode levantar entre R$ 12 e R$ 13 bilhões. Isso é mais do que o valor de mercado atual da CSN, que está em R$ 8,02 bilhões.

A venda faz parte da estratégia da CSN para reduzir o nível de endividamento, detalhada pela empresa em janeiro.

No primeiro trimestre de 2026, a CSN teve prejuízo líquido de R$ 555 milhões, uma redução de 24,2% frente ao prejuízo de R$ 732 milhões registrado no mesmo período de 2025.

O Ebitda ajustado somou R$ 2,646 bilhões, aumento de 5,5% na comparação anual.

A receita líquida chegou a R$ 10,604 bilhões, queda de 2,8% em relação ao ano anterior.

A dívida líquida ficou em R$ 40,5 bilhões no final de março, acima dos R$ 35,8 bilhões de um ano antes, mas menor que os R$ 41,2 bilhões do fim de 2025.

Já a alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda, caiu para 3,36 vezes, uma redução na comparação direta com o trimestre anterior.

Na prática, o processo de venda pode ajudar a CSNA3 a trazer caixa, reduzir o endividamento e simplificar as operações.

SOBRE CSN (CSNA3)

A CSN atua em siderurgia, mineração, logística e cimento. A empresa produz aço, opera em mineração e controla operações logísticas, como ferrovias e terminais portuários.

Venda de ativos

No mercado, vender ativos é uma forma de levantar recursos, pagar dívidas e focar em áreas mais estratégicas. Empresas costumam seguir esse caminho especialmente após períodos de resultados financeiros pressionados.

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