
A Casas Bahia (BHIA3) fechou o segundo trimestre de 2026 com um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões.
O balanço foi divulgado na madrugada de domingo (16).
O valor é quase 18 vezes maior do que o prejuízo de R$ 555 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
Grande parte deste resultado negativo, R$ 9,1 bilhões, veio de eventos não recorrentes. Entre eles estão contratos não performados, baixas de ativos, gastos de reestruturação e Imposto de Renda diferido, segundo informou a empresa.
Desconsiderando esses itens, o prejuízo ajustado foi de R$ 978 milhões, alta de 76% na base anual.
A receita líquida avançou 1,6% e chegou a R$ 6,97 bilhões.
O Ebitda ajustado recuou 9,4% na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 518 milhões.
No relatório, a varejista chama atenção para incertezas sobre a continuidade das operações. Entre os fatores estão restrição de crédito, necessidade de liquidez e resultado financeiro.
Para lidar com o cenário, a administração informou que tem implantado ajustes previstos na segunda fase do Plano de Transformação.
As medidas incluem reduzir o número de lojas, cortar custos, revisar despesas e buscar opções para reforçar o caixa.
Até agora, 298 lojas já foram fechadas nesta etapa do plano. A empresa disse que segue trabalhando nas outras frentes desse programa.
A divulgação do balanço estava inicialmente marcada para sexta-feira (14), mas foi adiada. O documento foi publicado no domingo no site da Comissão de Valores Mobiliários, com atraso que leva a multa ordinária.
Na prática, BHIA3 encara o maior prejuízo da sua história recente, com forte pressão de fatores contábeis e operacionais. A redução de lojas e novos ajustes devem impactar o negócio no curto prazo. O atraso na divulgação do resultado acende sinal de alerta entre investidores.
SOBRE CASAS BAHIA (BHIA3)
A Casas Bahia atua no varejo e vende produtos voltados ao consumo doméstico. A empresa opera principalmente lojas físicas e plataformas digitais.
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