
A Braskem (BRKM5) entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo nesta segunda-feira (24), conforme fontes do mercado.
Com a medida, a empresa busca negociar uma dívida superior a US$ 10 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões), pressionada pela situação financeira.
Durante o processo, a Braskem terá 90 dias de proteção judicial, sem risco de bloqueios ou execuções por credores, enquanto estrutura um acordo de reestruturação.
Segundo o colunista Lauro Jardim, parte relevante das dívidas está nas mãos de bondholders e grandes bancos, como Banco do Brasil, BNDES, Itaú, Bradesco e Santander.
Cerca de US$ 7 bilhões dos débitos estão com detentores de títulos, que resistiram à proposta inicial da Braskem de apenas alongar prazos e postergar pagamentos.
O pedido veio pouco antes do vencimento da proteção judicial vigente, obtida em junho, que dava prazo até 24 de agosto.
A empresa ainda não comentou publicamente o pedido nem publicou fato relevante até o momento.
A nova administração afirma que negociações seguem de forma construtiva, buscando consenso com credores e focando em dar sustentabilidade à estrutura de capital da companhia, segundo o diretor financeiro em teleconferência com analistas em agosto.
No México, a Braskem Idesa, controlada pela Braskem, também pediu recuperação judicial nos Estados Unidos, via Chapter 11, com plano para reduzir dívida e aporte de US$ 476 milhões da controladora. A expectativa é concluir esse processo em até 90 dias, sem impacto nas operações do grupo.
Na prática, a recuperação extrajudicial permite que BRKM5 negocie diretamente com os credores e evite um processo judicial mais longo, enquanto mantém suas atividades normalmente.
SOBRE BRASKEM (BRKM5)
A Braskem atua em petroquímica. Produz plásticos e outros produtos químicos para vários setores industrializados.
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