
O Bradesco (BBDC4) informou lucro recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
O resultado representa alta de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025, mesmo diante de uma economia com crescimento mais lento.
Foi o nono trimestre seguido de aumento no lucro líquido e evolução da rentabilidade do banco.
O Bradesco tem priorizado a melhoria da qualidade dos ativos, mesmo que isso reduza o ritmo de crescimento de crédito.
Segundo o CEO Marcelo Noronha, o banco está focado em avanços gradativos para garantir resultados sustentáveis.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) subiu para 15,8%, aumentando 1,4 ponto percentual no ano e superando novamente o custo de capital, já que a Selic está em 15%.
Ainda assim, a rentabilidade ficou atrás de Santander (SANB11), com 16%, e Itaú (ITUB4), com 24,4%.
No mercado externo, as ADRs do banco avançaram 3,37% no after-market em Nova York após a divulgação do balanço.
Para analistas do setor, o trimestre mostra recuperação consistente, com foco na qualidade dos resultados.
As margens financeiras avançaram em todas as linhas. A margem financeira total somou R$ 20 bilhões, alta de 4,2% no trimestre e 16,4% no ano, puxada pelo aumento nas operações e spreads.
A margem com clientes atingiu R$ 19,4 bilhões, alta de 2% no trimestre e 16,3% no ano. Já a margem com mercado chegou a R$ 553 milhões, subindo 19,7% em doze meses.
As receitas totais do Bradesco subiram 2,2% sobre o trimestre anterior e 14% em um ano, alcançando R$ 36,9 bilhões.
As receitas de prestação de serviços recuaram 6,4% no trimestre, mas cresceram 6,2% em um ano, para R$ 10,3 bilhões — com destaques para consórcios, custódia, corretagem, mercado de capitais e administração de fundos.
A carteira de crédito do banco aumentou 0,1% no trimestre e 8,4% no ano, batendo R$ 1 trilhão. O crédito para pessoas físicas subiu 9,5% em um ano, para R$ 474 bilhões.
O segmento de pequenas e médias empresas expandiu 14% em doze meses, mas retraiu 2,3% no trimestre, em um setor que levanta atenção entre bancos por conta da inadimplência.
A provisão para devedores duvidosos aumentou 26,5% em um ano e 9,5% no trimestre, para R$ 9,6 bilhões.
O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,2% no trimestre, mas ficou abaixo dos 4,3% de um ano atrás, mostrando que o banco conseguiu expandir o crédito sem pressionar esse indicador.
Despesas operacionais somaram R$ 16,1 bilhões, queda de 4,6% no trimestre e alta de 7,8% no ano, em linha com o esperado pelo mercado.
Este balanço também traz o impacto da criação da BradSaúde, nova empresa do grupo, que reportou lucro de R$ 1,3 bilhão.
Para o Bradesco, a separação dos ativos de saúde é uma aposta para liberar valor dentro da organização.
Na prática, BBDC4 mostrou evolução consistente nos principais indicadores de rentabilidade, margem e carteira de crédito.
- O lucro ficou acima das projeções do mercado, reforçando a recuperação.
- O banco mantém prioridades claras: foco em qualidade, gestão de riscos e custos sob controle.
- A BradSaúde passa a ser um novo vetor de resultados dentro do conglomerado.
SOBRE BRADESCO (BBDC4)
O Bradesco atua no setor bancário e oferece produtos financeiros, crédito, serviços bancários e seguros. Também investe em áreas como previdência e saúde por meio de empresas próprias.
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