
O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026.
O resultado representa crescimento de 3,3% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o lucro avançou 13,9%.
Mesmo com o dado positivo, o banco observa aumento na inadimplência do agronegócio e precisou reforçar provisões para calotes.
A mudança foi exigida pela nova resolução do Conselho Monetário Nacional, que tornou as regras para provisão mais rígidas.
O Banco do Brasil já tinha sinalizado que a inadimplência do agronegócio permaneceria elevada neste semestre.
Segundo relatório da Serasa, foram registrados 474 pedidos de recuperação judicial no setor, aumento de 21,9% em 12 meses.
A rentabilidade do banco, medida pelo ROE, subiu para 8,4% no trimestre, acima da expectativa de 7,3% dos analistas consultados pela Bloomberg.
No entanto, continua inferior a outros grandes bancos: o Itaú (ITUB4) atingiu 24% e o Bradesco (BBDC4) registrou 16,1% no mesmo período.
O mercado costuma monitorar de perto bancos que conseguem ROE acima de 20%.
Na prática, quem acompanha BBAS3 vê um lucro acima do esperado, mas percebe pressão da inadimplência no agronegócio e uma rentabilidade ainda abaixo de grandes concorrentes.
SOBRE BANCO DO BRASIL (BBAS3)
O Banco do Brasil atua no setor financeiro e oferece serviços bancários, créditos e investimentos. O Banco do Brasil também financia atividades no agronegócio.
Entenda o que é ROE
O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) mostra quanto um banco consegue lucrar em relação ao capital dos acionistas. É uma métrica usada para comparar a eficiência dos bancos e entender o quanto cada real investido retorna em lucro.
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