
O conselho de administração da Azul (AZUL53) fez uma proposta aos acionistas para realizar um grupamento de ações na proporção de 75 para 1. Isso significa que a cada 75 ações atuais, os acionistas passarão a ter uma única ação após a efetivação do agrupamento. A ideia por trás desse movimento é ajustar o número de ações no mercado secundário, sem alterar o valor total do capital social da companhia, que se manterá em R$ 16,77 bilhões.
Com essa mudança, a Azul terá aproximadamente 9,253 trilhões de ações ordinárias. A votação para essa proposta ocorrerá em uma assembleia geral extraordinária marcada para o dia 12 de fevereiro de 2026, às 11h, em formato digital.
Além do grupamento de ações, os acionistas também devem deliberar sobre outras questões, como a alteração do Estatuto Social da companhia e a destituição do atual conselho, seguido da eleição de novos membros. Contudo, essas propostas estão condicionadas ao plano de recuperação judicial da empresa nos Estados Unidos, no processo conhecido como Chapter 11.
Novo aporte e oferta de ações no radar da Azul
Recentemente, a Azul confirmou planos para antecipar sua saída do Chapter 11 através de novos aportes financeiros e uma oferta pública de ações que pode captar até US$ 950 milhões. Essa oferta será feita com um desconto de 30% sobre o valor da empresa estipulado no plano de recuperação, o que pode resultar em uma diluição adicional de aproximadamente 80% da base acionária atual.
A companhia também anunciou um aporte adicional de US$ 100 milhões por parte de credores, aumentando o total previsto de captação de recursos para US$ 950 milhões. A expectativa é que a Azul finalize seu processo de recuperação judicial ainda em fevereiro deste ano, com uma alavancagem líquida ajustada de 2,5 vezes.
SOBRE AZUL (AZUL53)
A Azul é uma das principais companhias aéreas do Brasil, com uma extensa malha doméstica e internacional, focada em conectar passageiros por meio de voos regionais e nacionais.
O que é o grupamento de ações?
O grupamento de ações, também conhecido como "reverse stock split", é um processo onde uma empresa combina suas ações existentes para formar um número menor de ações de maior valor. Isso não altera o capital social da empresa, mas pode ajudar a melhorar a percepção do mercado sobre as suas ações, tornando-as mais atrativas e melhorar a liquidez.
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